Dinheiro: Dado, Bonfá e a família do Renato Russo

O ser humano é um bicho ganancioso por natureza, isso está no nosso DNA. Uns são menos, outros são mais, mas essa característica não pode ser negada.  O problema é quando essa ganância é abusiva e fora do controle. É o que parece que move os proprietários da marca Legião Urbana, uma ganância por dinheiro que parece ser infinta.

Não vou entrar aqui no mérito sobre quem deve manter os direitos do uso da marca, pois essa briga entre os ex-integrantes Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá com o filho do falecido Renato Russo, Giuliano Manfredini, está nos tribunais e longe de um final. O que eu contesto são os discos lançados após a morte do vocalista. Qual a motivação em tantos lançamentos de qualidade duvidosa? Só pode ser para arrecadar mais e mais dinheiro.

“Acústico MTV”, “Como É Que Se Diz Eu Te Amo”, “As Quatro Estações Ao Vivo”, “Renato Russo – Uma Celebração Ao Vivo”, “Tributo A Legião Urbana no Rock In Rio”, “Legião Urbana e Paralamas Juntos”. Todos os discos são gravações ao vivo que foram tiradas do fundo do baú ou que foram feitas como tributos de quinta categoria para arrecadar mais grana dos fãs. Fora o disco “Uma Outra Estação”, que foi feito com as sobras de estúdio do disco “A Tempestade Ou O Livro Dos Dias”.

Renato Russo deixou um legado de poesia, contestação, sinceridade e coerência em suas gravações, porém, depois de morto, parece que seus herdeiros e ex-companheiros resolveram capitalizar mais com as gravações restantes do que com os seus respectivos talentos. Dado lançou dois discos e Bonfá lançou um, porém todos os discos tem cara de comida requentada, mostrando que apenas acompanhavam o talento de Renato.

Um exemplo do que poderia ter sido feito pelos ex-integrantes e pelo filho de Renato é o tratamento dado para o espólio do Nirvana. Ambos ex-integrantes nunca toparam qualquer show-reunião em homenagem ao Nirvana, nem discos tributos, nem ficam “raspando o tacho” do baú da banda. Os dois discos póstumos já estavam prontos para serem lançados, apenas esperando o final da turnê In Utero.

Se a história da banda já foi contada, porque ficar mexendo no baú? Apenas para levantas mais alguns trocados? Legionários, por favor, deixem Renato descansar em paz…

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